#1255 - Ele caiu

Para não dizer que eu não vi nada da Olimpíada, vi a cerimônia de abertura até a entrada do Brasil e a final do futebol feminino. Vi o momento de acendimento da tocha olímpia via youtube e tentei ver o encerramento, mas não consegui acordar a tempo.
Não tenho nada contra o ufanismo que toma conta de boa parte de nós, brasileiros, durante as Copas do Mundo, as Olimpíadas e os Pan-Americanos. Minha crítica é em relação à falta de patriotismo que demostramos nos outros dias dos anos. Um total desapreço pelo país que vivemos. Não é um país perfeito? Não, não é. Mas é o nosso país e deveríamos valorizá-lo, pois nenhum país do mundo tem todo o potencial que o Brasil tem. Ainda cometemos muitas burradas e deixamos esse potencial continuar sendo apenas potencial. Dia desses, li que extraíram água doce da cana-de-açúcar. Isso será ou não uma revolução? Com tecnologia 100% brasileira.
E somos pioneiros em vários outros ramos. Pena que as mazelas, que não são poucas, se sobressaem. Temos uma dívida imensa que vem desde os tempos da escravidão, mas voltarei a esse assunto um outro dia.
Voltando à Olimpíada, para quem fica debochando do "país do bronze", apenas um dado para reflexão: no país da monocultura do futebol, 88% das escolas públicas não têm quadras poliesportivas e o grosso do patrocínio estatal vai para os esportes de alto rendimento ( ) e para as mordomias dos cartolas (sempre eles). Como podemos esperar que surja um Michael Phelps nesse ambiente? Até o dia em que o esporte receber a devida atenção que merece (como formação de cidadãos, ocupação para adolescentes suscetíveis ao tráfico e à coisas piores etc), ficaremos sempre na dependência de uma Maureen Maggi da vida, que vira um "azarão". Não poderemos nunca contar com uma Dayane do Santos ou um Diego Hypolito pois apesar de serem os melhores nos mundiais que pouquíssimos de nós damos atenção, na hora que recebem a descarga energética de 190 milhões querendo o ouro pelo ouro, caem com a bunda no chão. Se até cavalo refuga, por que seres humanos não sentiriam a pressão?
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Nesse interlúdio, tinha escrito uma mega-postagem raivosa sobre o não-debate a respeito da revisão da anistia aos militares. Nunca concluí e por isso, nunca publicarei, mas posso resumir tudo numa frase: no dia em que conseguirmos escurraçar o nome desses canalhas fardados de nossas pontes, estradas, avenidas e hospitais, estarei feliz. De certa forma, me conforta saber que eles pagarão pelo que fizeram. Se não nessa vida, o que acho pouco provável, na(s) próxima(s), pois podemos escapar das punições legais, mas não do confronto com nossos erros.
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E fora isso, tenho jogado muito Civilization IV, dei um rush e mega-atualizei o Berrando Filmes e estou quase no fim de Twin Peaks, a minissérie.
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